A Pastoral Indigenista da Diocese de Colatina viveu um fim de semana marcado pelo diálogo, fé, unidade e compromisso com os povos originários. Nos dias 4 e 5 de julho, aconteceram a 4ª Roda de Conversa e a 4ª Caminhada da Fé e Unificação, reunindo agentes de pastoral, lideranças indígenas, representantes de movimentos sociais e membros das comunidades em dois importantes momentos de formação, espiritualidade e mobilização.
Realizada no sábado (4), a 4ª Roda de Conversa teve como tema a trajetória histórica da educação escolar indígena, promovendo um espaço de diálogo sobre as lutas, conquistas, desafios e formas de resistência construídas pelos povos Tupinikim e Guarani ao longo dos anos. A iniciativa reafirmou a importância de uma educação que respeita a identidade, a cultura, a língua e os modos de vida dos povos originários, reconhecendo-a como instrumento de fortalecimento das comunidades e de preservação de sua história.
O encontro reuniu educadores, lideranças indígenas e pessoas que contribuíram para a construção e consolidação da educação escolar indígena no território de Aracruz. Participaram da roda de conversa Andreia Tupinikim, Marli Tupinikim, Maria de Lourdes Barcellos, Zélia Dalva Forecchi e Mauro Guarani, que compartilharam suas experiências, memórias e reflexões sobre os avanços conquistados e os desafios que ainda permanecem na consolidação de uma educação indígena diferenciada.
Já no domingo (5), os participantes se reuniram para a 4ª Caminhada da Fé e Unificação, uma expressão pública de fé, comunhão e solidariedade. A caminhada foi preparada com dedicação pela própria comunidade, que assumiu a organização de cada detalhe do evento, tornando o momento ainda mais significativo e representativo do espírito de unidade que anima a Pastoral Indigenista.
Antes do início da caminhada, o coordenador da Pastoral Indigenista da Diocese de Colatina, Padre Suderlan Tozo Binda, destacou o significado da iniciativa como um gesto de memória, comunhão e valorização dos povos originários. Segundo ele, a 4ª Caminhada da Fé e Unificação recorda a força da união entre os povos Guarani e Tupinikim, protagonistas da luta pela recuperação de seus territórios.
“Esta quarta Caminhada da Fé e Unificação quer lembrar que os povos Guarani e Tupinikim, unidos, são invencíveis. Foram eles que lutaram por esta terra e a conquistaram novamente. Esse é um mérito desses povos. Vamos caminhar dentro das terras indígenas para contemplar a beleza que eles promoveram após a recuperação do território. Cuidaram da natureza e, hoje, ela nos oferece água limpa e ar puro. Também vamos percorrer os caminhos por onde passaram os ancestrais, para recordar a história desse povo. Caminharemos da Aldeia Pau Brasil até a Aldeia Modelo Piraque-Açu, onde seremos acolhidos com um almoço comunitário”, afirmou Pe. Suderlan.
A caminhada teve início por volta das 6h, com saída da Aldeia Pau Brasil em direção à Aldeia Modelo Piraque-Açu. A chegada dos primeiros participantes aconteceu por volta das 9h30, enquanto os últimos concluíram o percurso por volta das 12h30, respeitando o ritmo e as condições de cada pessoa. Ao final, todos foram acolhidos com um almoço comunitário, fortalecendo ainda mais o espírito de fraternidade e partilha.
A caminhada não foi apenas um percurso físico, mas um ato de memória, reconhecimento histórico, valorização da cultura indígena e celebração do cuidado com a Casa Comum, aspectos profundamente alinhados à missão da Pastoral Indigenista e da Diocese de Colatina com a defesa da vida, da dignidade dos povos originários e da criação de Deus.
por Comunicação Diocesana
imagens Arquivo Pastoral Indigenista























































