Celebração presidida por Dom Lauro Sérgio Versiani Barbosa destaca comunhão, renovação dos votos sacerdotal e bênção dos santos óleos
A Diocese de Colatina celebrou, na manhã de quinta-feira, 02 de abril, às 8h, na Catedral, a Missa do Crisma, também conhecida como Missa da Unidade ou dos Santos Óleos. Presidida por Dom Lauro Sérgio Versiani Barbosa, a celebração reuniu presbíteros, diáconos, seminaristas, religiosos e fiéis de diversas paróquias, manifestando a comunhão da Igreja diocesana.
A celebração é uma das mais significativas do ano litúrgico, pois nela são abençoados o óleo dos catecúmenos e o óleo dos enfermos, e consagrado o santo crisma, utilizados ao longo do ano nos sacramentos. Durante a missa, também acontece a renovação das promessas sacerdotais, momento em que os presbíteros reafirmam seu compromisso com Deus e com o povo.
Bem no início de sua homilia, Dom Lauro destacou a importância desta celebração como expressão da unidade da Igreja: “Hoje celebramos esta missa da unidade, missa do crisma, em que são abençoados os óleos que serão usados nos sacramentos e é consagrado o óleo do crisma.”
Um dos sinais marcantes da celebração deste ano foi o uso de um bálsamo vindo da Amazônia para a confecção do santo crisma, presente do bispo de São Gabriel da Cachoeira, Dom Raimundo Vanthuy Neto. O gesto reforça a comunhão entre as Igrejas e a riqueza da diversidade presente na missão evangelizadora.


Vocação: dom irrevogável de Deus
Em sua reflexão, o bispo retomou pontos vividos no retiro do clero e recordou uma frase que marcou profundamente o encontro: “Deus viu em cada um de nós alguma coisa que Ele gostou e continua gostando. As escolhas de Deus são irrevogáveis.”
Dom Lauro reforçou que o ministério ordenado só encontra sentido na missão de Cristo e no serviço ao povo: “O ministério ordenado só tem sentido na contemplação da missão de Cristo. É continuação da sua missão.”
Proximidade: caminho para a fidelidade
A homilia foi marcada por um forte chamado à vivência da proximidade como essência da vocação sacerdotal. Dom Lauro destacou quatro dimensões fundamentais dessa proximidade: com Deus, com o bispo, com os irmãos presbíteros e com o povo.
Sobre a vida espiritual, enfatizou: “Sem a comunhão com o Senhor, somos um ramo que não produz fruto.” E alertou sobre os riscos de uma vivência superficial da fé: “Pode existir prática religiosa, mas sem intimidade com Deus.”
Recordando a intenção de oração proposta pelo Papa Leão XIV para o mês de abril, o bispo também pediu a intercessão do povo pelos padres: “Nenhum de nós está livre de crises. O fundamental é a proximidade com o Senhor. A intimidade com Deus não é passividade. Muitas vezes assume a forma de luta — como Jacó que lutou com Deus.
Não basta cumprir obrigações religiosas. Isso é necessário, mas é o mínimo. É preciso ter intimidade com o Senhor.”

Comunhão que sustenta o ministério
Dom Lauro foi enfático ao tratar da comunhão como condição essencial do ministério presbiteral, especialmente na relação com o bispo, independente de quem for, e entre os próprios presbíteros: “Padre que não está em comunhão com o bispo se afasta da Igreja.” E disse ainda: “Querer exercer o ministério fora da comunhão é doença.”
O bispo também chamou atenção para a importância da fraternidade sacerdotal, superando divisões e invejas, e testemunhando o amor como sinal autêntico de evangelização: “Nisto conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.”
Ungidos para servir ao povo
Ao concluir sua homilia, Dom Lauro recordou que a identidade do sacerdote está profundamente ligada ao povo de Deus: “Somos ungidos para ungir o povo.” E reforçou que o ministério nasce da compaixão de Cristo: “Não ter proximidade com o povo é trair a nossa missão.”
Em tom de proximidade e humildade, pediu ainda as orações dos fiéis: “Nós trazemos um tesouro em vasos de barro. Somos humanos, nos cansamos. Rezem por nós.”
Igreja em comunhão e missão
A Missa do Crisma expressa, de forma concreta, a unidade da Igreja em torno do seu Bispo e a missão confiada aos ministros ordenados. Ao renovar suas promessas, os sacerdotes reafirmam seu compromisso de servir com fidelidade, proximidade e amor ao povo de Deus.
A celebração encerrou-se em clima de oração e comunhão, fortalecendo a caminhada da Igreja particular de Colatina rumo à vivência do Evangelho, especialmente neste tempo da Semana Santa.
Texto e imagens: Comunicação Diocesana
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