2017, Ano Nacional Mariano

Nós católicos temos um grande amor por Nossa Senhora. De Norte a Sul, esse amor aumenta quando a veneramos nos seus diversos títulos. Ela está em nossa alma e em nossos corações, está presente nos diversos momentos de nossas vidas, nas alegrias e nas tristezas. É ela que acompanha tantas e tantas Marias, seja num parto, no velório de um filho querido ou numa penitenciária, ela é companheira de todas as horas.

Mírian significa Maria, que quer dizer pura, virgem. No nome e na vida, foi expressão de pureza e coragem ao dizer SIM a Deus. Como pode um Deus tão grande se fazer tão pequeno a ponto de caber dentro do ventre de uma mulher tão jovem, tão simples, mas, como sabemos, de um coração tão grande?

Numa humilde estrebaria cheia de animais guardados pelos pastores, a noite se ilumina, o céu se enche de luz, o galo canta de alegria e a criança chora anunciando uma nova vida não só a dela, mas de toda a humanidade.

Naquela noite fria e silenciosa, nasce, daquela pequena grande menina, o filho de Deus. Seu choro eleva os pobres e derruba os poderosos de seus tronos. Deus nasce para “morrermos” (para o pecado), desce para subirmos, se humilha para nos exaltar, morre para vivermos junto Dele numa vida eterna.

Em Maria, foi provado que Deus ama a humanidade por ela. Mesmo sem merecermos, nos é dado seu Dom. Ele prova seu amor por nós ao enviar seu único filho ao mundo – para que todos tenham vida e a tenham em abundância (Jo 10,10).

Não havia lugar para eles na hospedaria. Há 300 anos, também não havia lugar numa sociedade excludente para três pobres pescadores que receberam a ordem de encher a mesa farta dos ricos. Dia e noite, pescando sem sucesso… mas Nossa Senhora vem mais uma vez com seu olhar entristecido e intercede por eles como intercedeu em Caná da Galileia (Jo 2, 1-11). A alegria toma conta daqueles corações que estavam desesperados. A pesca foi milagrosa (Lc 15, 1-11). Aqueles pescadores representam tantos pobres de hoje que estão nas lavouras e não são valorizados, estão nas empresas e são explorados, mas que são amparados pelo amor e misericórdia de Deus.

Deus faz das pequenas grandes coisas: de uma menina tão pequena e humilde a Mãe de Deus, de uma imagem tão pequena achada no fundo de um rio o maior santuário mariano do mundo. Que Deus continue fazendo maravilhas em nossas vidas.

 

Pe. Marcelo Pinto Pádua

Paróquia Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças

Itaguaçu

5 comentários sobre “2017, Ano Nacional Mariano”

  1. Parabéns Padre Marcelo Padua pelo belo texto! Ele carrega elementos da poesia, teologia, da piedade popular e das escrituras! Um belo arranjo… parabéns!

  2. Não sei bem expressar em palavras o amor que sinto por MARIA nossa Mãe Fico feliz em poder participar do Ano Nacional Mariano e receber programação de eventos. Trabalho na pastoral da saude paroquial de sta. Teresa. Obrigada pela oportunidade. ..

  3. Boa reflexão padre Marcelo!!! Simples, porém muito profunda. Este texto perpassa… o contexto de nossa história de fé mariana encarnada no chão de nossa gente em nossas comunidades. Forte abraço…

  4. Do “sim” de Maria Deus fez chegar ao homem a salvação. Celebrar os trezentos anos do título mariano de Aparecida, Mãe do Brasil, é ouvir o clamor dos céus: Deus não é testemunha de tantas injustiças que desde sempre acontecem neste imenso Brasil. Que Nossa Senhora Aparecida nos auxilie na construção de um País mais justo e igualitário, e que cubra com seu manto sagrado sua vocação padre Marcelo Pádua.

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