02 de Setembro de 2016

Por que você deve ler a Laudato Si’?

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Há pouco mais de um ano, o Papa Francisco surpreendeu o mundo ao lançar a Laudato Si’, uma encíclica corajosa sobre o cuidado com o planeta Terra, a nossa “casa comum” que “clama contra o mal que provocamos por causa do uso irresponsável e do abuso dos bens que Deus nela colocou”.

É dever de todo cristão católico tomar conhecimento das palavras do Papa, contidas, de forma tão clara, severa e reveladora, nesta encíclica. Não se trata de uma realidade distante da nossa! Pelo contrário! O texto aprofunda questões referentes a problemas muito próximos: mudanças climáticas, escassez de água, preservação da biodiversidade e crise ecológica.

 

O problema é nosso

Em nossa região, vivemos uma das piores secas de todos os tempos. A lavoura não vai à frente e os homens e mulheres que se dedicam à agricultura familiar camponesa, por exemplo, amargam prejuízos, gerando problemas com endividamento, além de comprometer a condição e a dignidade humana dessas famílias.

E como nos esquecer da penosa situação do Rio Doce? No dia 5 de novembro de 2015, esse importante curso d’água foi devastado por uma lama de rejeitos de minério, após o rompimento de uma barragem, localizada em Mariana (MG). Esse é considerado o maior desastre ambiental e sem precedentes no país. Além da destruição da fauna e da flora, pessoas perderam suas vidas e outros tantos problemas sociais e econômicos surgiram após a tragédia.

Não podemos permanecer pacíficos! A Laudato Si’ poderá nos munir de informações, elementos e da inspiração divina de que precisamos para fazer a nossa parte. Não nos fechemos a esses sinais de morte.

Clique aqui e comece a ler agora a encíclica em sua íntegra. Atenção ao capítulo 5, onde Francisco expõe linhas de orientação e ação.

Caso você ainda precise de mais alguns argumentos para iniciar a sua leitura, apresentamos, a seguir, pistas para aguçar a vontade e a missão de ler, comentar, apreciar e amar a Laudato Si’.

 

Sobre o que nos fala a Laudato Si’?

O nome da encíclica foi inspirado na invocação de São Francisco “Louvado sejas, meu Senhor”, que, no cântico das criaturas, recorda que a terra, a nossa casa comum, “se pode comparar ora a uma irmã, com quem partilhamos a existência, ora a uma boa mãe, que nos acolhe nos seus braços. Nós mesmos somos terra. O nosso corpo é constituído pelos elementos do planeta; o seu ar permite-nos respirar e a sua água vivifica-nos e restaura-nos”, afirma o Papa.

Francisco tece críticas à forma como lidamos com a natureza. Ele também se volta para a Palavra de Deus para refletir a relação entre o ser humano e as outras criaturas e sobre como o pecado rompe o equilíbrio de toda a criação no seu conjunto.

Após expor essa complexa problemática, o pontífice reconhece que “cresce uma sincera e sentida preocupação pelo que está a acontecer ao nosso planeta”. A partir daí, oferece linhas de orientação e ação, além de um desafio a todos: incorporar, em nossas vidas, a educação e a espiritualidade ecológicas.

Ainda que o texto seja atravessado por diferentes temáticas, uma forte unidade converge para as mesmas preocupações:

– a relação íntima entre os pobres e a fragilidade do planeta

– a convicção de que tudo está estreitamente interligado no mundo

– a crítica do novo paradigma e das formas de poder que derivam da tecnologia

– o convite a procurar outras maneiras de entender a economia e o progresso

– o valor próprio de cada criatura

– o sentido humano da ecologia

– a necessidade de debates sinceros e honestos

– a grave responsabilidade da política internacional e local

– a cultura do descarte

– a proposta de um novo estilo de vida

Para conhecer as linhas gerais do texto, clica aqui. Esse conteúdo também poderá ser utilizado por você em apresentações em sua comunidade, paróquia, trabalho e família.

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