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Conheça o Hino e a Oração do Ano Missionário Diocesano

por Assessoria de Imprensa
Conheça o Hino e a Oração do Ano Missionário Diocesano

A Diocese de Colatina dedica o ano de 2019 à missão. Estamos, portanto, em pleno Ano Missionário Diocesano. Muitas ações estão sendo articuladas para dar voz e vez à importância da ação missionária da Igreja na vida de seus fiéis.

A seguir, você vai conhecer, em primeira mão, a oração e também o hino oficial do nosso Ano Missionário, sendo esse último com letra e música de autoria do compositor e bispo da Diocese de São Mateus, dom Paulo Bosi Dal’Bó.

Confira, reze e cante!

ORAÇÃO DO ANO MISSIONÁRIO DIOCESANO

Senhor, Vós que enviastes ao mundo Vosso Filho como luz para os povos, nós vos bendizemos pelos missionários e missionárias que anunciam o Evangelho da Vida. Queremos “lançar as redes em águas mais profundas”, indo ao encontro das famílias e das comunidades, animando-as e fortalecendo-as na caminhada de fé, fazendo o encontro Convosco e com os irmãos e irmãs. O mandato do Senhor é para sermos discípulos missionários e missionárias. Sob a intercessão maternal de Nossa Senhora da Saúde, tenhamos uma fé viva, convicta e alegre. Nosso compromisso e empenho produzam frutos na ação evangelizadora para um forte ardor missionário e que nossa Igreja Particular de Colatina proclame: “Sou missionária!” Assim seja.

 

HINO SOU MISSIONÁRIO

Clique aqui para ouvir o hino “Sou Missionário”

(Letra e música: Dom Paulo Bosi Dal´Bó)

 

SOU, SOU MISSIONÁRIO E A BOA NOVA VOU LEVAR.

VENHAM, VENHAM TODOS, VAMOS EVANGELIZAR.

SEI QUE A RESPOSTA A JESUS É A MISSÃO,

SOU MISSIONÁRIO, SOU DA PAZ, EU SOU CRISTÃO.

 

– Com o Espírito de Deus anunciar com mais prazer

Com esperança e caridade, conviver e convencer.

Se o Reino é a meta, vamos espalhar amor.

Somos irmãos e missionários do Senhor.

 

– Reconhecer nosso pecado e converter o coração.

Cuidar do outro é estar perto, é amar sem exclusão.

Ser missionário além fronteiras, transformado pela fé.

Levar a paz e ser cristão onde estiver.

 

– Nosso ponto de partida e de chegada é Jesus.

Uma Igreja em saída, sal da terra e nova luz.

E na força do Evangelho, congregada na oração.

Cristo Jesus, abençoai nossa missão.

 

Compreendendo o pensamento do autor

Dom Paulo Bosi Dal’Bó escreve, a seguir, sobre o hino que compôs para o Ano Missionário da Diocese de Colatina:

As Dioceses de São Mateus e Colatina portam em seu rosto pastoral o grande desejo ou esperança de uma Igreja sempre a caminho, ou seja, uma Igreja em saída. De cunho profético, as duas Dioceses são formadas por discípulos missionários. As Santas Missões Populares e toda a dinâmica dos 60 anos de caminhada de fé da Diocese de São Mateus refletem bem isso. A Diocese de Colatina, por sua vez, nasce neste contexto e mantém firme a esperança de se tornar cada vez mais missionária. A nobre iniciativa em celebrar o ano missionário (21/11/18 a 21/11/19), com o tema: “SOU MISSIONÁRIO” e com o lema: “IDE E ANUNCIAI”, reflete bem a concretização desse rosto missionário. Parabéns à amada Diocese de Colatina por esta iniciativa e obrigado pelo convite em poder ajudar através da arte, compondo numa linguagem simples e direta o hino do Ano Missionário. Entre tantas reflexões que surgem ou surgirão a partir do tema, segue abaixo apenas algumas palavras de interpretação da música.

1) Partindo do princípio que o chamado é pessoal, mas o envio é coletivo (Jesus chama e envia dois a dois Lc 10,1), o missionário é convidado a reconhecer, que o primeiro passo da missão é sentir-se chamado. Segundo: a liberdade em dar uma resposta pessoal ao Senhor. Vocação é o encontro de duas liberdades: a de Deus, que chama e a do ser humano, que responde. Terceiro: se a resposta for sim, não caminhar sozinho, convidar o outro ou outros. (“Sou, sou missionário e a boa nova vou levar. Venham, venham todos, vamos evangelizar”). Para o missionário que passa pela experiência do chamado, não existe outra resposta a Jesus a não ser a missão (“Sei que a resposta a Jesus é a missão”).

No exercício da missão, mesmo frente ao ateísmo crescente, perseguições, conflitos, ventos contrários, etc., o missionário é aquele que ao mesmo tempo provoca, mas ameniza os conflitos e que não tem medo de dizer que é da paz. A Igreja ou o mundo precisa de cristãos convictos e autênticos. Além de ser homem e mulher da paz, o(a) missionário(a) carrega no peito a marca de Cristo, e não pode ter medo ou vergonha de dizer: SOU CRISTÃO. (“Sou missionário, sou da paz, eu sou cristão”).

2) A igreja nasce da ação do Espírito. O Espírito ninguém vê, mas vemos sua ação no mundo através do testemunho de cada cristão. Cresce a cada dia a dinâmica do descartável e do cristão light e com dificuldade de assumir compromissos. Como já dizia o lema do jubileu de prata da Diocese de Colatina (Contemplar, Celebrar e REENCANTAR), o missionário deve se reencantar cotidianamente, sair do universo light, colocar a mão na massa e anunciar com mais prazer, convicção e encanto (“Com o Espírito de Deus anunciar com mais prazer”). Não dá para ser meio missionário ou meio cristão.

– O povo espera ou acredita que o(a) missionário(a) é sempre o homem ou a mulher da esperança, mas acima de tudo da caridade (“Com esperança e caridade, conviver e convencer”). “Fé, esperança e a caridade, mas a maior delas, é a caridade” (1Cor 13,13). A caridade é uma âncora da missão. É sem dúvidas o amor em movimento.

Além de procurar conviver bem com todos, o missionário é convidado à luz da Palavra de Deus e da experiência pessoal com Jesus, conhecer a realidade, o chão que pisa e falar com propriedade e convencimento em nome de Jesus.

É bom ressaltar que faz parte da missão dos seguidores de Jesus: não pagar o mal com mal, não responder o ódio com ódio, nem responder as ofensas com raiva ou espírito de vingança. Enquanto Igreja, a melhor maneira de responder, é com amor. Deus é amor, nos gerou por amor e para amar, por isso, “se o Reino é a meta, vamos espalhar amor, somos irmãos e missionários do Senhor”.

3) (“Reconhecer nosso pecado e converter o coração”): Uma das grandes dificuldades do ser humano (ou de qualquer instituição) é reconhecer suas falhas. O Documento de Aparecida desde 2007, ressalta a importância de uma profunda e necessária conversão pastoral e pessoal. Não se converte ou se transforma o outro ou o mundo, se não houver primeiramente uma conversão e transformação pessoal. Converter significa mudança de mentalidade, de conceitos e de atitudes.  Converter significa optar por uma nova direção e, a partir dessa, refazer os objetivos e as estratégias de ação e, em muitos casos, o próprio modo de ser. Isso se chama conversão. O resultado eficaz da missão passa pelo caminho de reconhecimento de nossas falhas, fragilidades, limitações humanas e conversão do coração.

– Quando cada ser humano se reconhece como um ser de muitos valores, mas também de fragilidades e limitações, a possibilidade de acolher e amar o outro, será muito maior. Quem ama cuida, sente a necessidade de estar próximo, quem ama, não condena e nem exclui. “Cuidar do outro é estar perto, é amar sem exclusão”. Quem é este outro? Estar perto do outro significa dar passos, sair de si mesmo e ir ao encontro, além do espaço geográfico, físico em que se vive. “Ser missionário além fronteiras, transformado pela fé. Levar a paz e ser cristão onde estiver”. Não importa onde o missionário esteja ou com quem esteja. Sua missão é levar a paz, a Boa Nova e ser cristão onde estiver. A presença é sempre fundamental, na maioria das vezes, diz mais do que palavras. A missão é partilha de vida, com atitudes de amor, respeito e misericórdia. Segundo o Papa Francisco, a Igreja não cresce por proselitismo, mas por contato pessoal, vizinhança e amizade genuína. Esta é a pedagogia do Evangelho.

4) O êxito da missão depende de um projeto claro de vida. Boa formação, essência e consistência na fé. Sair do achismo, demonstrar clareza e autenticidade no segmento e na missão. Como nos diz Paulo na segunda carta aos Coríntios: “nós não anunciamos a nós mesmos; nós anunciamos Jesus Cristo como o Senhor e a nós como servos de vocês, por causa de Jesus” (2Cor 4,5-11). Todo discípulo missionário parte da escuta da Palavra de Deus e do seguimento a Jesus. “A Sagrada Escritura é fonte de evangelização (EG 174)”.

Não existe outro ponto de partida e de chegada a não ser: JESUS CRISTO e o seu Evangelho. (“Nosso ponto de partida e de chegada é Jesus”).

– “Uma Igreja em saída, sal da terra e nova luz. E na força do Evangelho, congregada na oração”.

Falar de uma Igreja em saída, missionária, requer primeiramente conhecer melhor Jesus Cristo, amá-lo e segui-lo. É um exercício permanente e cotidiano. Eu diria que além de uma Igreja em SAÍDA, é urgente dar mais um passo por uma Igreja em SUBIDA (crescente) e às PRESSAS. Não dá mais para esperar. “Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se ÀS PRESSAS, a uma cidade da Judéia. Entrou na casa de Zacarias, e saudou Isabel” (Lc 1,39-40).

O Papa Francisco faz um apelo à Igreja, que precisamos sair para as periferias sociais, geográficas e existenciais, a fim de ir ao encontro das pessoas lá mesmo, onde elas se encontram, deixando para trás o comodismo de dizer “sempre se fez assim” (EG 33).

A Igreja em saída exige de cada uma e cada um a “saída de si próprio para o irmão” (EG 179). Tenho que me despojar para partir com o coração aberto às feridas e esperanças do outro (EG 46). Somente a saída de si é verdadeira missão, pois “a vida alcança e amadurece à medida que é entregue para dar vida aos outros” (EG 10).

– Deixemos o coração falar e rezemos o poema “missão é partir” de Dom Hélder Câmara: “Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso Eu. É parar de dar volta ao redor de nós mesmos, como se fôssemos o centro do mundo e da vida. É não se deixar bloquear nos problemas do pequeno mundo a que pertencemos: a humanidade é maior. Missão é sempre partir, mas não devorar quilômetros. É, sobretudo abrir-se aos outros irmãos, descobri-los e encontrá-los. E, se para encontrá-los e amá-los é preciso atravessar os mares e voar lá nos céus, então missão é partir até os confins do mundo” (Dom Hélder Câmara).

Compreender a missão nesta ótica é aprender a dar mais sabor a missão e ser sal da terra e nova luz. A humanidade anseia por esta luz, presença e sabor. Como reflexão, sugiro a retomar os textos do ano do laicato a partir do tema: “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino”. O lema: “Sal da terra e luz do mundo” (Mt 5,13-14); Seu objetivo: “Como Igreja, Povo de Deus, celebrar a presença e a organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil; aprofundar a sua identidade, vocação, espiritualidade e missão e, testemunhar Jesus Cristo e seu Reino na sociedade”. O programa teológico-eclesial-pastoral que nasce a partir deste objetivo transcende a missão dos leigos(as). É uma missão da Igreja, ou seja, de todos nós.

Todo o trabalho missionário se faz pela força do Evangelho com espírito de comunhão, unidade e oração. Homens e mulheres congregados na oração e na missão. “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28, 20b). Esta é a promessa que o Senhor Jesus nos dá e que estará conosco todos os dias até o fim do mundo! Se Jesus está conosco, por que temer a missão? Jesus chama os Apóstolos para junto de si, chama-os de amigos, envia-os em missão e lhes dá a garantia de sua presença. Jesus quis cuidar com todo zelo pelo Espírito Santo, dando todas as instruções que lhes cabiam. E confere a mesma missão ao missionário de hoje.

Jesus quer se aproximar e se fazer um com todos, com isso não é só levar seu Nome e seus ensinamentos, é traçar sobre o outro o seu Nome, para que possa ser um com o outro e assim poder chamar, a cada dia, mais e mais pessoas de amigos. “Ide e fazei com que todos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando a observar tudo o que vos ordenei” (Mt 28,19b).

Sua subida ao céu não é deixar os apóstolos sós, mas atrair todos para junto de si “Eis que estarei convosco todos os dias até o fim do mundo” (Mt 28,20b). O convite aqui é para que sempre nos sintamos próximos desse Amigo, que cuida da gente e nos dá a graça de a cada dia, podermos olhar para quem nos rodeia e dizer: “Jesus vive e está entre nós”. Como bons missionários reconhecemos sua presença e clamamos: “Cristo Jesus, abençoai nossa missão”.

Parabéns a nossa Diocese vizinha e irmã na fé pela iniciativa do Ano Missionário. Boa missão a todos.

Que as virtudes da Virgem Mãe da Saúde e de São Mateus, sejam eternas na missão de nossa Igreja, fortalecendo a cada dia o espírito de comunhão e de unidade.

Deus abençoe a todos!

 

Dom Paulo Bosi Dal´Bó

Filho da Diocese de Colatina

Bispo da Diocese de São Mateus